Quem Somos
A Viver Bem é uma associação sem fins lucrativos, constituída por profissionais da saúde e áreas afins, que tem como objetivo difundir a promoção da qualidade de vida e o bem-estar para a comunidade, para os portadores de transtorno do impulso e suas famílias.

Missão

Atuar na promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis com ações focadas no desenvolvimento físico, emocional, social e profissional dos indivíduos.

Visão

Ser referência nacional em ações que visam auxiliar pessoas e organizações na gestão integrada da qualidade de vida e saúde emocional.

Valores

Respeito e Valorização do Ser Humano Ética e Transparência nas Relações Atitudes Inovadoras Responsabilidade Social e Justiça. Confidencialidade


Palavra do Fundador

Nossa Associação mudou de nome, de ANJOTI – Associação Nacional do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso para Associação Viver Bem. Não se trata de uma mera mudança de nomenclatura. A decisão de mudar nossa designação veio depois de muita reflexão e debate em equipe e reflete na verdade o nosso percurso na saúde mental. Para aqueles que ainda não sabem, a ANJOTI começou por uma iniciativa de profissionais e pacientes de um serviço ambulatorial ligado ao Instituto de Psiquiatria da USP, o AMJO – Ambulatório do Jogo Patológico, onde são tratados gratuitamente jogadores compulsivos. Em 2005, nossas atividades assistenciais foram ampliadas através da criação do AMITI – Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, também ligado ao Instituto de Psiquiatria da USP e que trata dependências comportamentais como compras, sexo, comida, Internet, além de outros transtornos do impulso (cleptomania, tricotilomania, transtorno explosivo intermitente, etc.).

Ao longo de mais de 10 anos experiência com o AMJO, notamos que o modelo original de tratamento pautado em tratamento das comorbidades psiquiátricas (depressão, ansiedade, etc.), intervenção psico-educacional para o paciente e familiar e psicoterapia foi sendo naturalmente acrescido de iniciativas com vistas à melhora da qualidade de vida. Dentro de uma perspectiva multidisciplinar foram agregados à equipe de psiquiatras e psicólogos novos profissionais como terapeuta ocupacional, economista, ginecologista com especialização em sexualidade humana, cardiologista e professores de educação física.

Estes novos profissionais trouxeram novos serviços como programa anti-tabaco e de atividade física, grupo de qualidade de vida e de sexualidade. Foi se estruturando uma nova perspectiva, onde o paciente evolui (e nós com ele) do foco no sintoma para foco na saúde, na vida e no que ela tem de bom. O tratamento tradicional descrito, não foi abandonado, pelo contrário, segue sempre em contínua avaliação e aprimoramento, mas notamos que à medida que nossa oferta se sofisticou um maior número de profissionais foi se encaixando nos serviços com enfoque em qualidade de vida e psicologia positiva. E como já aconteceu antes, achamos que era o momento de transportar nossa experiência adquirida em um serviço público e acadêmico para a realidade da nossa comunidade. Daí a reformulação de ANJOTI para Associação Viver Bem.

O conhecimento gerado no meio acadêmico precisa ser transposto e testado no “mundo real” e todos esses anos de experiência nos mostraram que esta é uma tarefa possível, porém complexa. Uma Associação ativa que conversa com sua comunidade não pode se limitar ao trabalho assistencial, que já realizamos no âmbito do Instituto de Psiquiatria da USP, é preciso investir em educação da população, capacitação para profissionais de saúde mental e acima de tudo em prevenção. Foi neste ponto em que quase literalmente tropeçamos numa interessante sobreposição, tratados como conceitos distintos prevenção dos transtornos psiquiátricos e promoção de saúde mental, pelo menos no campo dos Transtornos do Impulso, se confundem quase inteiramente. Por isso muitas vezes ao orientar pacientes e seus familiares sobre jogo, compra, sexo, comida, nos pegamos falando também de destino, planejamento financeiro, amizade, paixão, nutrição, etc.

Em outras palavras o foco no sintoma e sua redução não basta. Se quisermos que nossas iniciativas tenham impacto no âmbito ampliado da comunidade, nossas iniciativas têm que abraçar os aspectos positivos da vida, ou seja, não é suficiente reduzir o sofrimento, mas é necessário completar esta ações com promoção de saúde.

O antigo associado não deixará de notar a clara ampliação que isto significa do nosso escopo original, juntam-se aos tópicos originais (jogo de azar, sexo, comida e compra compulsivos, cleptomania, tricotilomania, auto-mutilação, dependência de Internet, dificuldade de controle da raiva, ciúme e paixões obsessivas), seus correspondentes: aceitação, sexo e afeto, nutrição, continência, planejamento financeiro, justiça, amor próprio, inclusão digital e serenidade. O novo associado saberá apreciar a relevância desta ampliação de interesses.

Uma sociedade justa não pode prescindir destes valores. Viver em um meio crescentemente urbanizado e inundado de informações e opções pode tornar particularmente desafiador o ato de fazer escolhas equilibradas comprometidas com a qualidade de vida e a Associação Viver Bem quer contribuir com a comunidade neste complexo exercício.

A nova mensagem é ser menos triste (ter menos sintoma), não significa ser mais feliz. A trajetória rumo ao bem estar requer métodos específicos que muitos dos quais ainda precisam ser desenvolvidos e você está desde já convidado a ser nosso parceiro nesta emocionante jornada – bem vindo à Associação Viver Bem!
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